A CASA SOBRENATURAL DA MATA


O que seriam esses misteriosos avistamentos de casas, pessoas e até de veículos, aviões e embarcações de épocas distantes, e que da mesma forma sobrenatural que surgem, desaparecem sem deixar rastros?
Essas visões seriam provocadas por portais interdimensionais que se abrem esporadicamente em nosso mundo, pegando de surpresa até as pessoas mais experientes?


O Relato a seguir é sobre um desses estranhos acontecimentos!

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Moro em Resende, no sul do estado do Rio de Janeiro [Coordenadas GPS: Latitude / Longitude = 22°28'12.26"S, 44°27'3.20"W].

Na década de 80 era muito comum aqui na nossa região as pessoas criarem passarinhos e até mesmo caçarem pássaros e outros animais nas matas da região.
Naquela época não existia essa consciência ambiental como temos hoje.
Praticamente não se falava na proteção das matas, dos animais e dos pássaros, aliás, não existia sequer fiscalização como o IBAMA faz hoje, pelo menos não aqui no sul do estado.

Bem, o fato é que meu pai criava passáros da raça curió. Como bom mineiro ele gostava de curió, canário e trinca-ferro.
E não somente ele, mas meus tios, parentes e vizinhos. Aliás, isso é comum nas cidades do interior.
Meu pai gostava de organizar caçadas, tanto de curió como de alguns pequenos animais como tatú.
Meus primos, que na época eram adultos viviam caçando tatú.
Bem, um dia meu pai combinou com um primo meu, chamado Roberto, de irem caçar num local chamado "matão".
O local era conhecido por todos da nossa vizinhança, distante cerca de pouco mais de uma hora de caminhada de minha casa.
Era uma pequena mata no meio de umas colinas utilizadas como pasto para o gado. Era comum o povo ir ali pra caçar.

Na véspera do dia combinado, meu primo chegou lá em casa e disse que não poderia ir porque tinha que ver um serviço.
Meu pai então decidiu ir sozinho já que conhecia o lugar.
Na madrugada seguinte, preparou suas coisas, pegou a gaiola de caça e saiu com o dia amanhecendo.
Pouco depois das sete da manhã fomos surpreendidos com meu pai retornando sem ter caçado nada.
Segundo meu pai, ao chegar no "matão" ele deparou-se com uma casa na entrada da mata.
Tinha uma horta de alfaces plantada ao redor da casa. A horta tinha alfaces enormes, e rodeava toda a casa.
Era uma casa de pau-a-pique, coberta por sapê, e lá de dentro vinha o barulho de muitas crianças brincando e fazendo muita algazarra.

Meu pai disse que chegou perto, olhou, pensou em chamar os moradores, mas como o barulho era grande achou que não seria ouvido.
Também não viu nenhum animal como cão, cavalo ou gado, tão comuns na região.
Viu apenas a casa com as crianças brincando dentro, e a horta de alface ao redor da casa.
Meu pai achou que o dono da fazenda havia contratado algum colono pra tomar conta do local, em virtude de muita gente estar caçando por ali e achou melhor retornar para casa sem caçar nada.

Tudo isso seria normal se na tarde do mesmo dia meu primo Roberto não aparecesse lá em casa pra saber da caçada.
Meu pai contou para o meu primo sobre a casa, o barulho das crianças e a horta de alfaces.
Meu primo não acreditou, por que ele esteve no local dois dias antes e não havia nada.
Conversando sobre isso eles chegaram à conclusão de que seria possível até construir uma pequena casa de sapê em dois dias, mas a horta de alface não.
Decidiram então que iriam lá no dia seguinte pra tirar a dúvida.
Se houvesse algum colono da fazenda morando lá, eles pediriam permissão para entrar.
Na manhã seguinte, ao raiar do dia meu pai saiu, passou na casa de meu tio, pegou meu primo e foram para o matão.

Tente imaginar a surpresa do meu pai ao chegar 24 horas depois no mesmo lugar e não encontrar nada, nada mesmo.
O pasto estava lá, a mata estava lá, mas não tinha nenhuma casa, nem barulho de criança, tampouco horta de alfaces.


Meu pai voltou dali mesmo, não caçou naquele local durante uns cinco anos.
Meu pai era católico nominal, mas tinha fé em Deus.
Constantemente rezava e acendia velas para as almas, uma mania de mineiro.
Segundo ele, o fato seria uma proteção que "as almas" lhe teriam dado.
Na sua interpretação pessoal ele concluiu que talvez algo de errado poderia acontecer na mata naquele dia, como uma picada de cobra por exemplo.
Não importa o que fosse, o fato é que o meu pai ficou longe de lá por um bom tempo.

Agora, como aquela casa surgiu "do nada", e depois desapareceu do mesmo modo é um mistério completo.
E aquelas vozes que vinham de dentro da casa, de quem seriam?
Seria alguma visita de outra dimensão com algum objetivo específico?


Anônimo
Resende - RJ - Brasil
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