16º ANDAR

 

 

 

Parece que para toda casa que eu me mudo é assombrada, e dessa vez não foi diferente. No começo eu ficava assustada. O cabelo na minha nuca arrepiava e eu tinha calafrios, mas depois de um tempo eu me acostumei. Eu fiquei tão acostumada que eu queria dar um nome para ele. Mas que nome dar a um fantasma? Eu não o queria ofender, então eu dei a ele o nome de Samuel.

Apesar de eu estar me acostumando com o Samuel, eu ainda não o tinha visto, até esse ano. Quer dizer, eu não, a minha mãe.

Eu estava no meu quarto colocando maquiagem, me arrumando para sair. Eu ouvi a minha mãe me chamar da sala, então eu levantei e saí do meu quarto para ver o que ela queria, e quando ela me viu o rosto dela ficou branco feito papel. Eu perguntei o que tinha acontecido e ela só me olhava com a boca aberta. Então ela finalmente falou que viu alguém sair do meu quarto e entrar no banheiro, e como a luz do banheiro não acendeu ela imaginou o que eu devia estar fazendo e me chamou. E foi ai que eu sai do meu quarto, não do banheiro.

Eu fiquei assustada por um bom tempo depois disso. Só de imaginar que alguém estava no meu quarto vendo tudo o que eu fazia, e eu não sabia, me dava um frio na espinha! Eu fiquei meio paranóica até para trocar de roupa.

 

Sara - São Paulo - S.P.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1